Razer Naga V3 Pro evolui linha de mouses MMO com placas magnéticas e sensor de 50 mil DPI

Por
Rômulo de Araújo
Editor Chefe
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A Razer anunciou o Naga V3 Pro, nova geração de seu mouse gamer desenvolvido originalmente para jogadores de MMO, mas que também aposta em uma configuração modular para atender outros gêneros. O modelo mantém a conhecida ergonomia para destros da família Naga e traz três placas laterais magnéticas, sensor óptico de 50.000 DPI, novos modos de rolagem e switches ópticos de quarta geração.

A proposta continua sendo a mesma que marcou a linha desde seu primeiro modelo: concentrar uma grande quantidade de comandos no mouse sem transformar o periférico em uma peça limitada a um único gênero. Com as diferentes placas laterais, o usuário pode alternar entre uma configuração com muitos botões para MMOs, uma opção intermediária para jogos de ação e uma configuração mais simples para FPS e uso cotidiano.

Uma história que começou com 12 botões

A linha Naga nasceu em 2009, quando a Razer apresentou o primeiro modelo durante a Gamescom. Na época, jogos como World of Warcraft ajudavam a popularizar uma nova categoria de periféricos voltados especificamente para MMOs.

O Naga original chamava atenção principalmente pela lateral com 12 botões numéricos organizados em uma grade. O conjunto permitia associar habilidades, itens, macros e outros comandos às teclas que normalmente ficariam espalhadas pelo teclado. O mouse utilizava ainda um sensor laser com resolução de até 5.600 DPI.

A Razer continuou expandindo o conceito nos anos seguintes. Em 2010, surgiu o Naga Epic, primeira versão sem fio da família. Depois vieram modelos como o Naga Hex, que adotava uma disposição diferente dos botões laterais, e o Naga Chroma, com iluminação personalizável.

A mudança mais importante veio em 2017, com o Naga Trinity. Em vez de obrigar o usuário a escolher uma configuração antes da compra, a Razer passou a permitir a troca das placas laterais. O conceito foi levado adiante pelo Naga Pro e chega agora a uma nova geração com o Naga V3 Pro.

Três placas para diferentes tipos de jogo

O principal recurso do Naga V3 Pro continua sendo a modularidade. As três placas laterais são presas magneticamente ao corpo do mouse e podem ser trocadas sem ferramentas.

A primeira é a configuração tradicional de 12 botões, distribuídos em quatro fileiras. É a opção pensada para MMOs, nos quais dezenas de habilidades, itens e atalhos podem ser utilizados durante uma única partida.

A segunda placa reduz a quantidade para seis botões, organizados em duas fileiras. A disposição deixa mais espaço entre os comandos e busca um equilíbrio entre quantidade e facilidade de identificação, especialmente para gêneros como MOBAs e battle royales.

Por fim, existe uma placa com apenas dois botões laterais. É a configuração mais simples e adequada para FPS, além de funcionar melhor para quem pretende utilizar o mesmo mouse também em tarefas do dia a dia.

Somando os controles disponíveis no corpo do periférico, o Naga V3 Pro chega a até 23 comandos programáveis, dependendo da configuração utilizada.

A Razer também colocou dois botões próximos ao clique esquerdo, que podem ser utilizados, por exemplo, para alterar a sensibilidade do sensor ou executar outras funções definidas pelo usuário.

Outro recurso que retorna nesta geração é o botão localizado na região destinada ao dedo anelar. A peça havia sido retirada de modelos anteriores após relatos de acionamentos acidentais. No Naga V3 Pro, ela possui uma trava mecânica que permite escolher entre manter o botão funcional ou bloqueá-lo e utilizá-lo apenas como apoio para o dedo.

As teclas das placas laterais utilizam capas de moldagem dupla, enquanto as legendas são produzidas para resistir ao desgaste causado pelo uso contínuo. O mouse também possui memória interna para armazenar até cinco perfis, incluindo configurações de botões, macros e níveis de sensibilidade.

Nova geração da roda HyperScroll

A roda de rolagem também recebeu mudanças. O Naga V3 Pro utiliza a segunda geração da HyperScroll Tilt Wheel, que oferece quatro formas diferentes de funcionamento.

No modo tátil convencional, a roda possui 24 estágios por volta, permitindo uma rolagem mais controlada. Há ainda um novo modo tátil de precisão, que dobra essa quantidade para 48 estágios por rotação.

Para situações em que a velocidade é mais importante, o usuário pode liberar completamente a roda e utilizar o modo de giro livre. Nesse caso, ela deixa de oferecer as travas mecânicas e pode continuar girando com pouco atrito.

O sistema Smart-Reel automatiza essa mudança. A tecnologia detecta a velocidade de rotação e pode alternar entre os modos tátil e livre sem que o usuário precise fazer isso manualmente. O comportamento pode ser configurado pelo Razer Synapse.

A roda também possui cliques laterais para a esquerda e para a direita, que podem ser associados a comandos adicionais.

Sensor de 50.000 DPI

No rastreamento, o Naga V3 Pro utiliza a terceira geração do sensor óptico Focus Pro 50K. Como o próprio nome indica, ele chega a 50.000 DPI e suporta velocidade de rastreamento de até 930 polegadas por segundo, além de aceleração de até 90 G.

O sensor também conta com a tecnologia Frame Sync, que sincroniza a leitura do sensor com a taxa de atualização do monitor. A proposta é reduzir as diferenças de tempo entre o movimento realizado pelo jogador e a atualização correspondente na tela.

Nos cliques principais, a Razer utiliza seus switches ópticos de quarta geração. Em vez de depender de um contato mecânico tradicional, os switches utilizam luz infravermelha para detectar o acionamento.

Além de reduzir o tempo de resposta, o sistema elimina o problema de debounce mecânico que pode provocar registros duplicados em switches convencionais. A Razer estima uma vida útil superior a 100 milhões de cliques.

A fabricante também afirma ter reduzido em 12% a força necessária para acionar os switches em relação à geração anterior. A mudança busca tornar os cliques menos cansativos durante períodos prolongados de uso.

Até 155 horas de bateria

O Naga V3 Pro pode ser utilizado de três maneiras. Na conexão HyperSpeed Wireless de 2,4 GHz, voltada para jogos, a Razer promete até 155 horas de autonomia.

Já o Bluetooth prioriza o consumo reduzido de energia e aumenta a autonomia para até 280 horas. É uma opção mais adequada para quem pretende usar o mouse também em atividades de produtividade.

Quando a bateria estiver baixa, o usuário pode conectar o periférico diretamente ao computador por meio do cabo USB-C e continuar utilizando o mouse enquanto ele recarrega.

O Naga V3 Pro também é compatível com carregamento sem fio por indução. Entre os acessórios suportados estão a base Razer Mouse Dock Pro e o sistema Razer HyperFlux V2, vendidos separadamente.

Um mouse grande demais para ser apenas um mouse de MMO

O mercado de mouses gamer passou nos últimos anos por uma forte corrida em direção a modelos cada vez mais leves, principalmente entre fabricantes interessados no público de FPS competitivos. O Naga V3 Pro segue uma direção diferente.

Com aproximadamente 114 gramas, ele está longe de competir pelo posto de mouse ultraleve. Em compensação, oferece uma quantidade de controles e possibilidades de configuração que dificilmente aparece em modelos voltados exclusivamente para jogos competitivos.

A ideia da Razer é justamente transformar o Naga em um único periférico para diferentes situações. O jogador pode utilizar os 12 botões laterais em um MMO, trocar pela placa de seis botões para outro gênero e passar para a configuração de dois botões quando quiser jogar um FPS.

O Naga V3 Pro já começou a ser vendido pelos canais internacionais da Razer. Até o momento, a fabricante ainda não confirmou oficialmente o preço e a disponibilidade do modelo para o mercado brasileiro.

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