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Phil Spencer diz que lançar exclusivos do Xbox não vai fazer o console vender mais

4 de maio de 20238 min read

Durante o podcast Xcast, Spencer foi questionado se o Xbox está dando muito foco ao mercado de PC e não dando a devida atenção ao mercado de consoles. Em resposta, ele destacou que seria um erro acreditar que o objetivo é desenvolver grandes exclusivos de Xbox apenas para vender mais unidades do que a Nintendo e a Sony.

“Não há uma solução mágica ou uma vitória fácil para nós. Sei que isso pode incomodar muitas pessoas, mas é a verdade. Quando você está em terceiro lugar no mercado de consoles e as duas principais empresas estão tão fortes como estão, e em muitos casos, elas têm um foco muito forte em fazer acordos e outras coisas que dificultam para nós, como equipe Xbox, a culpa é nossa, só nossa.”

Eu vejo comentários que afirmam que, se simplesmente criarmos bons jogos, tudo vai mudar. Mas isso simplesmente não é verdade. Se lançarmos bons jogos, não veremos uma mudança dramática nas vendas de consoles da noite para o dia.

“Perdemos na pior geração possível no Xbox One, quando todos estavam construindo suas bibliotecas de jogos digitais. Então, quando tentamos construir no Xbox, queremos que nossa comunidade se sinta espetacular. Mas a ideia de que se nos concentrarmos apenas em criar bons jogos para nosso console, de alguma forma, venceremos a corrida dos consoles, não está dentro da realidade para a maioria das pessoas.”

Phil Spencer afirmou que mesmo exclusivos de Xbox de grande escala como Starfield não serão capaz de criar uma diferença dramática nas vendas de consoles. Ele disse que não há mundo em que Starfield seja tão bom a ponto de as pessoas venderem seus PS5s. Em vez disso, o Xbox precisa expandir para além dos consoles e do PC, que permanecem estáveis, enquanto o mercado mobile continua crescendo. O objetivo do Xbox é disponibilizar seus jogos em tantas telas quanto possível, e Spencer acredita que a tela mais pequena, onde muitos jogam, é, na verdade, a maior em termos de número de jogadores.

OPINIÃO DO EDITOR

Partir para um oceano novo, tal como a Nintendo navega é uma ideia boa, mas na prática não é isso que estamos observando, ano a ano, desde que o Xbox adentrou na espiral de ser uma publisher morna a partir do console Xbox One, o que não deixa de ser uma grande pena devido ao grande sucesso que foi o Xbox 360 anteriormente.

Desvencilhar consoles da cultura de videogames a ponto de querer fazer a atividade não depender da entidade que é a caixa ao lado da TV é uma tarefa difícil demais, até para a gigante Microsoft, e fazer isso enquanto as tecnologias não estiverem sendo estabelecidas parece surtir pouco efeito e muito dinheiro jogado fora.

Além disso, a empresa passa por uma crise criativa de seus estúdios. Para cada punhado de exclusivos do Xbox em seu ecossistema que aparece, um parece se safar em termos de qualidade somado a aparente falta de ambição nos projetos, e ainda por cima estando em negação em seguir pelo menos parte dos passos do que a Sony vem feito com jogos de ação com narrativa mais madura. Não é o ideal para mim esses tipos de jogos sendo lançados em escala com oa Sony faz mas eu entendo que é o que o público adulto apaixonado e comprador quer. Uma das poucas esperanças tangíveis no momento é Hellblade com sua continuação, que atravessa anos sem muitas novidades e janela de lançamento. Enquanto isso, Starfield levanta cada vez mais suspeitas entre as pessoas neutras, principalmente após mais um título morno como Redfall chegando no catálogo.

Metade desta receita que eles buscam parece ter dado certo: o serviço Game Pass é referência mundial para qualquer empresa do segmento, mas o público ainda quer saber do que compõe essa catálogo. Não há Netflix que aguente um catálogo aguado ou que possa ter seus itens encontrados em muitos outros lugares. Portanto, o serviço da Microsoft continua empolgante se formos pensar nos títulos multiplataforma que são adicionados ali versus valor de serviço.

E sim, Spencer, como disse você, a culpa é de vocês e só vocês. A busca por parcerias profundas com estúdios não é profunda suficiente. Falta agressividade e pulso firme em seus projetos, e não adianta gastar essa agressividade repassando aumentos do serviço para o público, pois o momento em que vocês poderiam fazer isso ainda não chegou, e, mesmo assim o fez.

Se vocês dizem que não vão vender consoles magicamente da noite para o dia se colocarem jogos bons no mercado, é porque admitem que o público não merece um jogo que compete em qualidade com a Nintendo? Eu acho que estamos perdendo o ponto do que um videogame é ou deveria ser, nesse caso, pois me soa como se jogos excelentes não sejam importantes para os jogadores, criadores ou indústria.

Estou com medo de começar a lamentar que, se você é jogador tradicional e não somente um amante de pequenos jogos de celular ou que só usa jogos virais como ferramenta, você estará na plataforma errada ao estar investindo num Xbox, pensando em experiências que o difira de qualquer coisa. Um jogador de Xbox hoje, na verdade, parece estar servindo de estatísticas para lucros, o que seria plausível se em troca nós jogadores tivéssemos algo quente em mãos para jogar.

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