O evento de anúncio do Nintendo Switch 2 terminou com um boom nostálgico: Donkey Kong Bananza, um jogo 3D que mistura plataforma, combate e referências ao clássico macaco dos anos 80, chegará em 17 de julho. Apesar da surpresa agridoce (sem Mario 3D), a Nintendo apostou em um catálogo robusto com Cyberpunk 2077, The Duskbloods (souls-like exclusivo da FromSoftware) e até um Borderlands 4 indesejado. O console chega em 5 de junho.
O Nintendo Switch 2 custará US$ 450 nos EUA. O preço brasileiro oficial não foi revelado ainda.
O Nintendo Switch 2 mantém a espessura do antecessor, mas traz upgrades significativos: Joy-Con magnéticos com botões traseiros ( os botões no pro controller ganharam os “L4/R4”), cartuchos vermelhos de leitura ultrarrápida (Micro SDs antigos não serão compatíveis) e uma tela LCD com HDR. No modo docked, promete 4K HDR e até 120 FPS em jogos otimizados.
A apresentação não se foca em detalhes íntimos de imagem, no máximo em termos mais populares.
Jogos de Lançamento (5 de junho): Nintendo vs. Third-Parties
A Nintendo abriu com Mario Kart World (aka Forza Horizon Mágico) e na demo técnica Welcome Tour, mas deixou a artilharia pesada para parceiros:
A Nintendo não poupou esforços para transformar Mario Kart World no grande trunfo do Nintendo Switch 2. Revelado como o carro-chefe do novo console.

O Que Sabemos Sobre Mario Kart World
Mario Kart World abandona os circuitos tradicionais para explorar cenários expansivos, onde os jogadores podem desviar de rotas pré-definidas e explorar atalhos verticais com wall jumps (saltos em paredes de kart) e grind em corrimões — uma jogabilidade que mistura velocidade e parkour.
A mudança mais ousada, porém, está no mundo aberto fictício e podem pilotar em condições climáticas diferentes e ciclos de dia e noite, que alteram a física das corridas.
A Nintendo também confirmou o modo Mario Party Jamboree, que utiliza a webcam opcional para minigames interativos, como “capture a bandeira” com reconhecimento de movimentos.

Como o console explora suas features sociais
Botão “C” e GameChat:
- O botão “C” no controle do Switch 2 abre o GameChat, um aplicativo interno de comunicação por voz integrado ao sistema.
- O microfone do console (ou do controle) possui tecnologia de captação de áudio de longo alcance, permitindo que jogadores se comuniquem mesmo em ambientes barulhentos ou a metros de distância do aparelho.
- Segundo a demonstração, o recurso lembra funcionalidades do microfone do DualSense (PS5), mas com foco em conversas grupais durante partidas.
Compartilhamento de Tela em Party:

- Os jogadores podem compartilhar capturas de tela diretamente com amigos na party.
- Há também a opção de visualizar a tela do que cada amigo está jogando em tempo real, porém, durante a demonstração, o framerate das transmissões foi baixo (provavelmente abaixo de 30 FPS). Assim, o recurso serve apenas para “dar uma ideia geral” da atividade, não para exibir gameplay em alta qualidade.
Webcam Opcional:
- A Nintendo lançará uma webcam externa (vendida separadamente) que se conecta à dock do Switch 2 via porta USB (mas aposto que poderá ser usada no modo portátil também).
- A câmera foi brevemente mostrada em uso durante o modo Mario Party Jamboree, onde jogadores interagiam com minigames que utilizam reconhecimento de movimento.

Configuração via Aplicativo de Celular:
- O GameChat pode ser personalizado através de um app dedicado para smartphones (Android/iOS). Nele, é possível:
- Ajustar o volume de participantes da party.
- Silenciar o microfone do console.
- Gerenciar notificações de convites para sessões.
Third-Parties: Do Hype ao Questionável
A estratégia de atrair jogos AAA foi clara, mas os resultados são mistos:
- Surpresas Positivas: Final Fantasy VII Remake Intergrade, Star Wars Outlaws e Cyberpunk 2077 (edição completa) prometem gráficos sólidos no portátil.
- Cautela: Civilization VII (com upgrades pagos) e Borderlands 4 (anunciado por Randy Pitchford) deixaram o público cético.
- Supresa geral: The Duskbloods, souls-like Victorian Punk (inventei agora?) da FromSoftware (2026), foi o “one more thing” third party inesperado.
- Hogwarts Legacy ganhou uma edição aprimorada com controles de mouse via Joy-Con.
- Bravely Default Remasterizado e Hitman World of Assassination garantem opções para RPG e stealth.
- O caótico Daemon X Machina chega com performance estável, enquanto Split Fiction chega a tempo de festejar sua presença nos melhores do ano.
Donkey Kong Bananza: O Macaco que chegou a tempo de salvar a ausência de Mario
Após críticas pela ausência de um Mario 3D, a Nintendo surpreendeu com Donkey Kong Bananza, jogo que resgata a essência Wario World em 3D. O título mistura plataforma, combate destrutivo e fases side-scroller, com o visual retrô e um fofo suspensório do DK redesenhado remetente aos anos 80. A agressividade do macaco (quebrando cenários) e o lançamento em 17 de julho prometem agitar o nosso inverno por aqui, enquanto você chora pelo rim perdido.

Kirby Air Riders e Outras Apostas
A Nintendo não esqueceu os fãs de franquias clássicas:

- Kirby Air Riders (2025), dirigido por Masahiro Sakurai, é sequência do game de GameCube pouco lembrado. O jogo traz o simpático Kirby voando em sua estrela, mas falta hype para reviver o legado.
- Yakuza 0 Director’s Cut continua a saga da série em consoles Nintendo, enquanto Two Point Museum e Kunitsu-Gami diversificam o catálogo.
- Tony Hawk’s 3+4 e Wild Hearts terão de provar que valem o preço no portátil.
Design e Estrutura:
Formato Físico:
- A espessura do console é idêntica à do Nintendo Switch original.
- Joy-Con 2: Conectam-se ao console magneticamente (sem mecanismo de deslize), garantindo firmeza e segurança, mesmo quando acoplados lateralmente.
Tela:
- LCD aprimorada com cores mais vivas e suporte a HDR em modo portátil e dock.
Stand Ajustável:
- Retrátil e com ajuste de ângulo.
Performance e Especificações Técnicas:
Resolução e Taxa de Quadros:
- Até 120 FPS em jogos compatíveis.
- Upscaling automatico para 1080p .
- Saída 4K HDR em modo docked (exclusivo para jogos compatíveis).
Armazenamento:
- 256 GB de memória interna (8x a capacidade do Switch original).
- Leitura mais rápida de dados (cartuchos e armazenamento interno).
Compatibilidade:
- Jogos físicos e digitais do Switch original são compatíveis com o Switch 2.
Recursos de Controle e Áudio:
Joy-Con 2:
- Analógicos maiores para maior precisão.
- Funcionam como mouse em jogos compatíveis (ambos os lados).
Áudio:
- Drivers de som aprimorados para qualidade superior.
- Microfone com cancelamento de ruído integrado ao console ou Joy-Con.
- Som 3D via fones de ouvido em jogos compatíveis.
Dock e Portas:
Dock Aprimorada:
- Sistema de resfriamento eficiente para evitar superaquecimento.
- Duas portas USB (uma na parte superior e outra na inferior) para:
- Carregamento flexível do console.
- Conexão de acessórios (ex.: webcam opcional).
Observações Adicionais:
- Cartuchos do Switch 2: Mantêm o mesmo formato físico dos do Switch original, mas com cor vermelha e leitura mais rápida.
- Cartões SD do Switch original: Não são compatíveis com o Switch 2.
A depender do catálogo, que já de cara é promissor, declaramos que consoles como PS5 e Series X são desnecessários já que o Switch 2 não compete em poder bruto, mas aposta na portabilidade híbrida e catálogo sóbrio sem prometer aos maníacos por partículas uma migalha sequer. Isso faz com que as expectativas estejam mais alinhadas em relação a essa geração.